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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mary Poppins não existe - Parte 2

Mais difícil ainda que escolher pelo berçário, é deixar seu filho lá. Sua cabeça sabe que o que você está fazendo é certo, é a melhor opção que você tinha, que seu filho vai ficar super bem cuidado, se desenvolver super bem... etc. Mas seu coração tem a certeza de que está fazendo algo que não devia... é como se você estivesse andando na contra-mão, em plena Marginal. É um conflito dolorido, entre a mente e os nossos instintos. E não pense que você se acostuma. Quando finalmente pensa que se acostumou com a sensação, vem o fim de semana e na segunda fica difícil, tudo de novo.

Falarei em um post somente a volta ao trabalho.

Converse com o Pediatra sobre a escolha do berçário. Você deve observar:
- a quantidade de bebês que o berçário abriga: quanto mais bebês, maior a probabilidade de seu bebê ficar doente o tempo todo
- a quantidade de adultos por bebê: o ideal é dois bebês por adulto, não passar de três
- o local: arejado, asseado, colorido, que tenha um local separado para o descanso

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mary Poppins não existe - Parte 1

Certamente uma das coisas mais difíceis que eu tive que fazer na minha vida, foi escolher deixar minha filha em um berçário, após o término da Licença Maternidade (que no meu caso foi de seis meses e 20 dias, por ter acumulado também férias pendentes).

A primeira decisão é entre deixar com uma babá ou em um berçário. Isso porque nenhuma das duas avós estava disponível, pois eu certamente preferiria deixar minha filha com uma avó, até uns 1 ano e meio. Deixar com uma babá me parecia estranho, por mais que haja pessoas de confiança próximas que pudessem dar conta do recado. Minha filha criaria vínculos afetivos com uma pessoa que não seria eu, sendo que a única vantagem que eu via em uma babá era o fato de ela ficar por mais um tempo longe de doenças. Em um berçário, os profissionais são preparados para lidar com as crianças. Elas são constantemente estimuladas, e aprender não só a conviver com pessoas diferentes, como com outras crianças, e a se sentirem bem em lugares diferentes.

Está sedo uma experiência muito compensadora no nosso caso. O berçário que escolhemos foi o da Escola Ânima, um lugar todo pensado para a infância. Nossa fila é cuidada com todo o carinho e zêlo pela equipe, que não se preocupa (como dizem eles mesmos) somente com seu bem estar físico.A baixinha está aprendendo a gostar de aprender, a ser curiosa, a ser independente. Chega em casa limpinha, bem alimentada e, mais importante que isso, feliz. E isso não tem preço.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Começando do começo

De repente, todo mundo tava grávida. Artistas, amigas, parentes... o maior baby-boom que eu já presenciei. Ou isso, ou eu quem passei a reparar, uma vez que, no auge dos nossos 1 ano e meio de casados, eu e meu marido resolvemos ter um filho.
Ele parece que nasceu preparado, nunca ví. Desde o momento em que falamos sobre isso pela primeira vez, até hoje - e tenho certeza de que para todo o sempre - ele nunca demonstrou ansiedade, medo, nunca exitou. É um típico canceriano para quem a família é tudo, e depois vem o resto do mundo. Sempre foi seu sonho ter uma família grande, então a coisa veio naturalmente.
Agora eu... filha única de um casal que nunca casou, numa família onde, de quatro filhos, somente minha mãe teve o que pelo menos se parecia com uma família e uma filha... sem a mínima noção do que era uma estrutura familiar, não tinha nada além de uma vontade quase incontrolável de ser mãe naquele momento, e meus instintos.
Então me puz a ouvir, e a pesquisar. Pesquisar, ok. Certíssimo, você têm acesso a várias opiniões e orientações, e com o passar do tempo começa a criar critério e a filtrar o que você acha que te serve, o que não. Agora ouvir... cuidado mamãe! As pessoas tendem a achar que o que é bom pra elas é bom pra todo mundo. Posso dizer com toda a tranquilidade que de 100% das minhas burradas, 100% vieram de aplicar conselhos! Alguns acertos também. Mas é preciso filtrar.
Daí minha dentista e amiga ficou grávida, também. Ela disse que me achava uma pessoa muito tranquila - não tenho idéia de onde tirou isso, hahahha - e começou a me perguntar coisas elementais, básicas, que parecem até ingênuas para quem já passou por isso e não se lembra desse momento. Resolvi compilar tudo o que eu gostaria que alguém tivesse me dito num email, ao qual ela respondeu com: "Você devia escrever um livro!"
Como não tenho a mínima pretensão disso, mas tenho sim uma necessidade latente de me expressar, resolvi começar esse blog. Reitero que minha intenção não é aconselhar ninguém, não sou médica nem profissional da área. Sou somente uma mãe de primeira viagem, que como tantas outras se sentiu órfã de informação na hora do vamos ver. Espero que possam aproveitar essas diquinhas (como as chamaram minha dentista, hhehe), e usar esse espaço para a troca de informações. E vamos lá!!